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	<title>Edifício 256</title>
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	<description>Uma novela em forma de blog. Uma história de humor e suspense contada diariamente.</description>
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		<title>Capítulo 17</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Sep 2010 18:50:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipebarenco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Capítulos]]></category>
		<category><![CDATA[Primeiro ato]]></category>
		<category><![CDATA[Caio Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[MSN]]></category>
		<category><![CDATA[Pâmela]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>

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		<description><![CDATA[Papinho no MSN entre Pâmela e Caio Pinto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Madrugada.</em></p>
<p><strong>gostosinha26 &#8211; quero ser rainha de bateria no desfile 7 de setembro diz</strong><br />
psiu</p>
<p><em><span style="text-decoration: line-through;">Pâmela está nervosa ao encontrar Caio Pinto online e decide puxar conversa.</span></em></p>
<p><strong>gostosinha26 &#8211; quero ser rainha de bateria no desfile 7 de setembro diz</strong><br />
oieeeeeeeeeeeeeeeeeeeee</p>
<p><strong>Caio Bazinga diz</strong><br />
Oi</p>
<p><strong>gostosinha26 &#8211; quero ser rainha de bateria no desfile 7 de setembro diz</strong><br />
como vc táaaaaaaaa????</p>
<p><strong>Caio Bazinga diz</strong><br />
Estou bem.</p>
<p><strong>gostosinha26 &#8211; quero ser rainha de bateria no desfile 7 de setembro diz</strong><br />
ah!!! fiquei preocupada contigo hoje cedo.</p>
<p><strong>Caio Bazinga diz</strong><br />
Por quê?</p>
<p><strong><strong>gostosinha26 &#8211; quero ser rainha de bateria no desfile 7 de setembro diz</strong><br />
</strong>amado, você não admite mas fica nervoso também e já está vendo coisas&#8230;</p>
<p><strong>Caio Bazinga diz</strong><br />
Eu viajei sobre o Eufrates.</p>
<p><strong><strong>gostosinha26 &#8211; quero ser rainha de bateria no desfile 7 de setembro diz</strong><br />
</strong>Quem é ele?</p>
<p><strong>Caio Bazinga<br />
</strong>Deixa pra lá.</p>
<p><strong><strong>gostosinha26 &#8211; quero ser rainha de bateria no desfile 7 de setembro diz</strong><br />
</strong>Você vai na Carmela amanhã?</p>
<p><strong>Caio Bazinga</strong><br />
Vou.</p>
<p><strong>gostosinha26 &#8211; quero ser rainha de bateria no desfile 7 de setembro diz</strong><br />
tá!</p>
<p><em>Alguns minutos depois&#8230;</em></p>
<p><strong>gostosinha26 &#8211; quero ser rainha de bateria no desfile 7 de setembro diz</strong><br />
tá fazendo o q?</p>
<p><em><span style="text-decoration: line-through;">gostosinha26 pede atenção</span></em></p>
<p><strong>Caio Bazinga</strong><br />
?</p>
<p><strong>gostosinha26 &#8211; quero ser rainha de bateria no desfile 7 de setembro diz</strong><br />
perguntei o q vc tá fazendo agora</p>
<p><strong>Caio Bazinga</strong><br />
Baixando Heroes.</p>
<p><strong>gostosinha26 &#8211; quero ser rainha de bateria no desfile 7 de setembro diz</strong><br />
ah, legal&#8230; eu ainda não assisti. Onde passa?</p>
<p><strong>Caio Bazinga</strong><br />
Foi cancelada. ¬¬</p>
<p><strong>gostosinha26 &#8211; quero ser rainha de bateria no desfile 7 de setembro diz</strong><br />
rsrsrsrs</p>
<p><strong><strong>gostosinha26 &#8211; quero ser rainha de bateria no desfile 7 de setembro diz</strong><br />
</strong>O que foi?</p>
<p><strong>Caio Bazinga</strong><br />
Não curto essa &#8221;rs&#8221;</p>
<p><strong>gostosinha26 &#8211; quero ser rainha de bateria no desfile 7 de setembro diz</strong><br />
ah, Caio! Vai se ferrar!</p>
<p><strong>Caio Bazinga</strong><br />
???</p>
<p><strong><strong>gostosinha26 &#8211; quero ser rainha de bateria no desfile 7 de setembro diz</strong><br />
</strong>cara antipático&#8230;</p>
<p><strong>gostosinha26 &#8211; quero ser rainha de bateria no desfile 7 de setembro diz</strong><br />
ai, meus sais! fico fazendo um monólogo no msn, ñ evolui o papo. só responde &#8220;sim&#8221;, &#8220;não&#8221;&#8230; eu, hein!</p>
<p><strong>gostosinha26 &#8211; quero ser rainha de bateria no desfile 7 de setembro diz</strong><br />
aff!</p>
<p><em>Caio está digitando algo.</em></p>
<p><strong><strong>Caio Bazinga</strong><br />
</strong>Desculpa, não queria ser grosso.</p>
<p><strong>Caio Bazinga</strong><br />
Fiquei distraído com o episódio.</p>
<p><em>Pâmela fica puta e invisível.</em></p>
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		<title>Capítulo 16</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Sep 2010 20:02:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipebarenco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Capítulos]]></category>
		<category><![CDATA[Primeiro ato]]></category>
		<category><![CDATA[Caio Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[Chave]]></category>
		<category><![CDATA[Dona Perpétua]]></category>
		<category><![CDATA[Eufrates]]></category>
		<category><![CDATA[Morte]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>

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		<description><![CDATA[Laudo da morte de Dona Perpétua revela que a velhinha morreu de parada cardíaca e que usava documentação falsa. Eufrates espreita Caio Pinto de longe e o nerd fica assustado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>No dia seguinte após a morte de Dona Perpétua, todos de luto voltando do enterro.</em></p>
<p><strong>Caio</strong> – Já informaram a causa oficial da morte dela?</p>
<p><strong>Manoel </strong>– Perpétua morreuri de una parada aí.</p>
<p><strong>Caio</strong> – Que parada?</p>
<p><strong>Manoel</strong> – Parada cardíaca.</p>
<p><strong>Caio</strong> &#8211; ¬¬</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Morreu de susto, coitada. Dona Perpétua não perpetuou. Vou rezar pela alma dela.</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – (PARA CARMELA. ENJOADA) Amada, vâmo subir&#8230; eu tô mal.</p>
<p><strong>Caio</strong> – O que houve?</p>
<p><strong>Carmela</strong> – A pressão dela baixou no meio do velório e quase que enterraram a Pâmela junto.</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Quase que eu fiz a maluca na hora de fecharem o caixão. Dona Perpétua tava com um semblante tão&#8230;tão&#8230;tão&#8230;morto. Ela faleceu rindo.</p>
<p><strong>Carmela </strong>– O padre não teve coragem de fechar a boca dela. (TIRA UMA DENTADURA DE DENTRO DA BOLSA) Daí eu peguei a dentadura pra mim. Pra guardar de recordação.</p>
<p><strong>Caio</strong> – Que nojo!</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Uma dentadura de ouro! Imagina que desperdício. É até pecado.</p>
<p><strong>Manoel</strong> – Estaba a pensaire qui com meus botones: será qui la muerte no fueste gripe suína, ora pois?</p>
<p><strong>Caio</strong> – Que bobagem, Manoel!</p>
<p><strong>Pâmela </strong>– A gripe suína só dá em porco.</p>
<p><strong>Caio</strong> &#8211; ¬¬</p>
<p><strong>Pâmela </strong>– Só passa de porco pra porco, entendeu?</p>
<p><strong>Caio</strong> &#8211; ¬¬²</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Por isso tem esse nome: suína.</p>
<p><strong>Manoel</strong> – Mas explique-me cá una coisa, Dona Pâmela&#8230; cuesta gripe&#8230;</p>
<p><strong>Caio</strong> – Não, não. Vamos deixar esse assunto pra lá. Qualquer dúvida sobre a gripe, depois eu explico para os dois, ok? Agora vamos aproveitar que o Benedito ainda não chegou e vamos no apartamento da Perpétua.</p>
<p><strong>Pâmela</strong> (TIRA A CHAVE ANTIGA DO SUTIÃ) – Tem certeza que esta é chave do apartamento dela, Caio?</p>
<p><strong>Caio</strong> – Só pode ser.</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – E se for a chave do 13°andar? Eu não tenho coragem de abrir. Abre você.</p>
<p><strong>Carmela</strong> – (CHAMA O ELEVADOR) Temos que ser rápidos. Adão não vai conseguir enrolar o Benedito por muito tempo lá. (AVISTAM O SÍNDICO) Falando na maldição&#8230;</p>
<p><em>Benedito chega ao prédio. Também está de luto, vestindo um terno cheirando naftalina. Chega com Adão, Eva e um Policial.</em></p>
<p><strong>Benedito</strong> – Então?</p>
<p><strong>Carmela</strong> – (RÍSPIDA) Então o quê? Infelizmente ela não ressuscitou. (E VIRA A CARA)</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Não adianta ser grossa comigo. Eu não tive culpa de nada. Dona Perpétua morreu porque foi bisbilhotar o que não devia.</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Ninguém falou em culpa.</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Quero aproveitar a ocasião, já que estamos todos reunidos, e informar que por ordem da polícia ninguém poderá subir também ao décimo segundo-andar até nova ordem.</p>
<p><strong>Caio</strong> – E por quê?!</p>
<p><strong>Policia</strong> – Essa tal Dona Perpétua não era quem dizia.</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Ela usava toda documentação falsa e não sabemos nenhuma informação ao seu respeito. Os policiais vão lá em cima investigar, procurar pistas.</p>
<p><strong>Policia</strong> – Acreditamos que ela estava escondendo-se aqui no edifício.</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Mas a Dona Perpétua era tão boazinha, moço. Tinha boca e não falava.</p>
<p><em>Na calçada em frente ao prédio, um senhor de luto, chapéu velho e bengala sorri para Caio.</em></p>
<p><strong>Caio</strong> – Eufrates?!</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Quem?</p>
<p><strong>Caio</strong> – O meu professor da Faculdade. Ele veio junto contigo? Vocês se conhecem?</p>
<p><em>E o senhor desaparece.</em></p>
<p><strong>Benedito</strong> &#8211; Não tem ninguém lá fora.</p>
<p><strong>Pâmela</strong> &#8211; Você tá vendo coisa, Caio!</p>
<p><strong>Caio</strong> – (TRANSTORNADO) Eu vi! Ele estava segurando uma foice. Eu juro que tava alí na calçada! Ele riu pra mim!</p>
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		<title>Capítulo 15</title>
		<link>http://www.edificio256.com.br/capitulos/capitulo-15-2/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 19:18:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipebarenco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Capítulos]]></category>
		<category><![CDATA[Primeiro ato]]></category>
		<category><![CDATA[13° andar]]></category>
		<category><![CDATA[Fausto]]></category>
		<category><![CDATA[Flash-back]]></category>
		<category><![CDATA[Mabel]]></category>

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		<description><![CDATA[Flash-back. Descobrimos que na noite da morte de Fausto, ele sofreu um atentado anterior com uma taça de vinho envenenado. Mas quem morreu foi a babá.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Noite, 1983.</em></p>
<p><strong>Fausto</strong> (fura o dedo indicador e pinga 12 gotas de sangue sobre a escritura do prédio) – 1, 2, 3 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12. (lambe o dedo) Agora o momento mais aguardado: a assinatura dos senhores.</p>
<p><em>Baile de máscaras para comemoração dos 13 primeiros andares de “Edifício 256”.</em></p>
<p><strong>Edna </strong>– (falando alto e sozinha) Não acredito que eu perdi a porra da credencial!</p>
<p><em>Convidados, fotógrafos, jornalistas e o povo impedido de entrar aglomeram-se em frente à entrada do prédio enfeitado com muitas luzes e um belíssimo tapete vermelho.</em></p>
<p><strong>Edna </strong> – (tentando chamar a atenção dos seguranças. melodramática) Ai, minha credencial! Ai de mim! Como é que eu vou entrevistar o homem agora, meu Deus?</p>
<p><em>Uma limusine estaciona em frente ao prédio. Mabel, esposa de Fausto, desce do carro ostentando um longo vestido preto e uma cachorrinha no colo. Os fotógrafos avançam e a cercam.</em></p>
<p><strong>Edna </strong> – (berra) Mabel! Mabel!</p>
<p><strong>Mabel </strong>- (para os fotógrafos) Sai urubu, sai! Não quero tirar foto! Odeio flash!</p>
<p><strong>Edna </strong> – (pensando alto) Que mulher chique! Um dia eu ainda vou ser igual a ela.</p>
<p><em>A babá desce do carro com o bebê de Fausto e Mabel no colo. Diante dos flashes, exibe-se e dá tchauzinho.</em></p>
<p><strong>Mabel</strong> – Chispando! Chispando!</p>
<p><strong>Edna </strong> – (corre até Mabel) Dona Mabel! Dona Mabel! Só uma palavrinha, por favor.</p>
<p><strong>Mabel</strong> – Só uma?</p>
<p><em>Edna abre o sorriso.</em></p>
<p><strong>Mabel </strong>- Molambo! (entra no prédio)</p>
<p><strong>Edna </strong> – Ô, Dona Mabel!</p>
<p><strong>Genaro, o segurança</strong> &#8211; (barra Edna na entrada) – Cadê a tua credencial?</p>
<p><strong>Edna </strong> – Ai moço, eu esqueci a credencial dentro do carro!</p>
<p><strong>Genaro</strong> &#8211; Vai buscar.</p>
<p><strong>Edna </strong>– Só que roubaram o meu carro, acredita? Muito azar, né!</p>
<p><strong>Genaro </strong>– Muito.</p>
<p><strong>Edna </strong> – Ai moço, por favor! Não faz essa cara. Eu perdi a minha credencial, mas eu preciso muito trabalhar. Eu não fiz uma entrevista até agora por causa da porra desse crachá, me deixa entrar. Por favor!</p>
<p><strong>Genaro</strong> – Infelizmente, sem a credencial, não dá. Doutor Fausto permitiu apenas a entrada de 256 convidados.</p>
<p><em>Na cozinha da festa.</em></p>
<p><strong>Manoel </strong>(conferindo o banquete) – Pasta de amendoim com frango, geléia de frango com torta de amendoim&#8230; (falatórios dos cozinheiros e garçons) Caralho, ora pois! Calados, pá! Quem estás a mandaire nesta cozinhaire é yo!</p>
<p><em>Adão e outros carregadores entram trazendo mais comida</em>.</p>
<p><strong>Adão</strong> &#8211; Ô, Manuel&#8230; esse povo rico só come frango e amendoim?</p>
<p><strong>Manoel </strong>– Em Portugal, sim.</p>
<p><em>Polêmica entre os cozinheiros sobre o cardápio.</em></p>
<p><strong>Manoel</strong> &#8211; Caralho, ora pois! Calados, pá! Quem estás a mandaire nesta cozinhaire é yo! (e não percebe que Mabel já entrou) Yo&#8230;!? Yo quando senhorita Mabel no estás!</p>
<p><em>Silêncio total. Mudos. De repente, climão. Mabel chama Manoel no canto.</em></p>
<p><strong>Mabel</strong> – Quero falar com você.</p>
<p><strong>Manoel </strong>– Cono yo?????</p>
<p>(…)</p>
<p><strong>Fausto</strong> – É uma gotinha apenas. Eu garanto aos senhores que não irá fazer falta. Podem confiar. (trovão)</p>
<p><em>Batem à porta. Entra a elegante Mabel, esposa de Fausto, com seu filho nos braços que não para de chorar. Quer esganar o bebê, mas disfarça com simpatia.</em></p>
<p><strong>Mabel</strong> – (entrega o bebê a Fausto) Esse urubuzinho não para de gritar. (os homens entreolham-se novamente) Por favor cavalheiros, não me levem à sério. (sorri) O meu leite secou. (sai)</p>
<p><strong>Edna </strong> – Eu te imploro! Olha aí na lista, meu nome taí. É Kátia Sasso.</p>
<p><strong>Genaro</strong> &#8211; (folheia a lista) Hum&#8230; Não tô achando, não.</p>
<p><strong>Edna </strong> – Tem sim! É Kátia com K, não é com C. (enrolando pra enxergar algum nome na lista) E Sasso com um S no início, depois SS&#8230; (conseguindo ler um nome)</p>
<p><strong>Genaro</strong> &#8211; (folheia a lista) Infelizmente, não.</p>
<p><strong>Edna </strong> – Ah! Claro! Só se colocaram o meu nome de nascimento, que eu acho um pouco improvável&#8230; Kátia Sasso é meu nome artístico.</p>
<p><strong>Genaro</strong> (desconfiado) – E qual é o teu nome de nascimento?</p>
<p><strong>Edna </strong> - (bisbilhotando a lista de longe) Moacyr Brandão.</p>
<p><strong>Genaro </strong>(grosso) – Moacyr é nome de homem.</p>
<p><strong>Edna </strong> (bisbilhotando a lista de longe) – Não! Moacyr é nome de mulher, moço, eu juro por Deus! “A” Moacyr ou “O” Moacyr? É feminino.</p>
<p><strong>Genaro </strong>– Sei. Arram.</p>
<p><strong>Edna </strong> – Minha mãe colocou esse nome porque Moacyr era o nome de uma índia muito famosa. (Genaro entediado) “Moa” vem do latim “aquela que moi”, “Acyr” é do tupiniquim “a si mesma”. Mulher que mói a si mesma.</p>
<p><strong>Fausto</strong> (com o bebê nos braços) – &#8230;Mas eu não estou sozinho! Quero chamar aqui os meus 12 companheiros, os braços fortes desse projeto. (aplausos) Graças à coragem, competência e união desses homens é que o meu sonho poderá se tornar realidade: a construção do prédio mais alto do planeta.</p>
<p><em>Aplausos e gritinhos de uhú!</em></p>
<p><strong>Fausto </strong>- Um edifício, pasmem, de 256 andares. (cantarola para o bebê) “Tudo que eu quiser, o cara lá de baixo vai me dar&#8230;” (ri)</p>
<p><em>Os flashes dos fotógrafos misturam-se com os raios do lado de fora anunciando uma forte tempestade.</em></p>
<p><strong>Mabel </strong>– (bêbada, interrompe o discurso) Eu proponho um brinde!</p>
<p><em>Manoel, trêmulo e pernas bambas, surge com duas lindas taças cheias com um vinho de cor jamais vista. Um vinho rubro.</em></p>
<p><strong>Mabel</strong> – (para Fausto) Ao seu sucesso.</p>
<p><em>Eles pegam as taças e vão beber, mas Fausto hesita.</em></p>
<p><strong>Fausto</strong> – Aonde está a babá?</p>
<p><strong>Mabel</strong> – A babaca?</p>
<p><em>A babá surge constrangida e dá um tchauzinho para os fotógrafos.</em></p>
<p><strong>Fausto</strong> – Afinal, ela também é da família. E não pega bem um pai beber perto de um filho. Amanhã ainda acusam-me de estimular o alcoolismo infantil. (e oferece a taça à baba) Beba você.</p>
<p><em>A babá arregala os olhos.</em></p>
<p><strong>Fausto</strong> – Bebam vocês. As duas mulheres da minha vida. Quer dizer, três.</p>
<p><em>Tempestade. Um raio fulminante cai sobre o prédio e a luz do salão apaga. Ouvem-se risadas vindas do 13º andar. Pânico. Gritinhos apavorados. Os convidados, por um motivo banal, iniciam uma pancadaria generalizada que não perdoa mulheres nem crianças</em>.</p>
<p><strong>Fausto</strong> (ouvindo uma voz sussurrar em sua mente) – “Evite a confusão ao cabo do 13º andar, evite a confusão ao cabo do 13º andar, evite&#8230;”</p>
<p><em>Fausto, atormentado pelas risadas vindas do último andar, sobe até o arranha-céu em obras</em>.</p>
<p><strong>Mabel</strong> – (bêbada) Hum, olha só quem está aqui! (trovões e raios)</p>
<p><em>Encontra Mabel aos amassos com outro homem.</em></p>
<p><strong>Fausto</strong> – (atônito) Como vocês foram capazes de fazer isso comigo?</p>
<p><strong>Mabel</strong> – Amor, fique tranquilo que eu não dei&#8230; (gargalhadas)</p>
<p><em>Fausto, possuído pelo mais profundo ódio, tira um punhal escondido no paletó e parte para cima de Mabel. </em></p>
<p><strong>Mabel </strong>– &#8230;Ainda!</p>
<p><em>O empresário é surpreendido pelo golpe mortal de uma pá velha vindo de uma terceira pessoa e seu corpo é jogado do 13º andar do edifício em chamas.</em></p>
<p><em>No dia seguinte alguns jornais noticiam que a babá morreu 13 minutos após beber uma taça de vinho envenenado</em>.</p>
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		<title>Capítulo 14</title>
		<link>http://www.edificio256.com.br/capitulos/capitulo-14-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 19:28:09 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Dona Perpétua tenta invadir o andar 13 e morre. Antes disso, entrega uma chave misteriosa à Pâmela.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Madrugada. Descongela.</em></p>
<p><strong>Todos</strong> – SOCORROOOOOOOOOOOO!</p>
<p><em>Depois de uma queda brusca de luz e um berro sinistro no 13° andar&#8230;</em></p>
<p><strong>Adão</strong> – Não foi nada, foi só a luz que acabou.</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Eu ouvi a Dona Perpétua gritando!</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Será que ela foi atacada pelo fantasma?</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Faz alguma coisa, Caio!</p>
<p><strong>Caio</strong> – Eu??? (PEGA O CELULAR)</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – O que você tá fazendo? Vai mandar um torpedo pra ela?</p>
<p><strong>Caio</strong> – Tô pesquisando no Google o que fazer contra fantasmas.</p>
<p><strong>Manoel </strong>– No estoy a enxergaire nadicas.</p>
<p><strong>Adão</strong> – Alguém tem pilha pra lanterna aí?</p>
<p><strong>Manoel</strong> – (CAGÃO) Alguién tiene una cueca aí?</p>
<p><strong>Eva</strong> – Vou pedir pro Benedito. Uma lanterna, não a cueca. (BATENDO NA PORTA) Impossível esse homem dormir tanto!</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – (PARA CAIO) Encontrou alguma coisa?</p>
<p><strong>Caio</strong> – Achei! (MARAVILHADO) Um box gold com a temporada completa de Caça-Fantasmas.</p>
<p><strong>Adão</strong> – Vamos fazer o seguinte, pegamos a escada de serviço.</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Ok, amado!</p>
<p><strong>Caio</strong> &#8211; (PARA PÂMELA) Me dê a mão.</p>
<p><em>E eles começam a subir as escadarias.</em></p>
<p><strong>Caio</strong> –(SUSSURA) Pâmela&#8230;.</p>
<p><strong>Pâmela </strong>– O que houve?</p>
<p><strong>Caio</strong> – É pra segurar a minha MÃO.</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Perdão.</p>
<p><strong>Manoel </strong>– A Joquinha, minha esposa, és caçadora de fantasmas em Lisboa, pá. E ela disse-me que los fantasmas são homens que à meia-noite de lua-cheia uibam&#8230;</p>
<p><strong>Caio</strong> – Isso é um lobisomen, Manoel.</p>
<p><strong>Carmela</strong> – E se o Benedito for um lobisomen? Faz todo o sentido. Ele sumiu a madrugada toda!</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – (ABRAÇADA EM CAIO) A lua-cheia tá linda lá fora&#8230;</p>
<p><em>Queridos leitores, três capítulos e doze andares de escada depois e sons de pancada na porta cada vez mais próximos, eles finalmente estão a alguns passos de revelar o mistério.</em></p>
<p><strong>Carmela</strong> – Podemos desistir. Eu não me importo.</p>
<p><strong>Adão</strong> – Estão ouvindo essas porradas na porta?</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Dona Perpétua? É a senhora-nhora-nhora-nhora&#8230;? (ECO) Tá tudo bem aí-aí-aí-aí&#8230;?</p>
<p><em>Ainda abraçados, sobem até o 13° andar e dão de cara com Dona Perpétua &#8211; marreta em punho &#8211; tentando colocar a porta do apartamento mal-assombrado abaixo.</em></p>
<p><strong>Adão</strong> – O que a senhora tá fazendo?</p>
<p><em>Ao vê-los, Dona Perpétua dá um berro de susto.</em></p>
<p><strong>Todos </strong>–Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!</p>
<p><strong>Dona Perpétua </strong>– Aaaaaaaaaaaah! (DESMAIA)</p>
<p><strong>Caio</strong> – Ajudem, por favor! Ela caiu!</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Está desacordada!</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Acorda, amada! Acorda! Faz alguma coisa, Caio!</p>
<p><strong>Caio</strong> –É a terceira vez que você diz isso hoje!</p>
<p><em>Perpétua recobre os sentidos aos poucos.</em></p>
<p><strong>Carmela</strong> – (BATE NO ROSTO DA VELHINHA) Não se entregue, espírito de luz. Se você estiver dentro de um túnel e ver um clarão, volta!</p>
<p><strong>Dona Perpétua</strong> –Co&#8230;co&#8230;</p>
<p><strong>Manoel</strong> – (TENTANDO DECIFRAR) Co&#8230;co&#8230;cocô&#8230; cocoire?</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – A primeira vez que a velha abre a boca é pra falar essa nojeira?</p>
<p><strong>Dona Perpétua</strong> –Co&#8230;co&#8230;</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Vai que ela é gaga!</p>
<p><strong>Caio</strong> – Deixem ela falar.</p>
<p><em>Sons de correntes arrastando dentro do apartamento 13.</em></p>
<p><strong>Eva</strong> – Tão ouvindo? Tem alguém lá dentro.</p>
<p><strong>Dona Perpétua</strong> – Corram.</p>
<p><strong>Pâmela </strong>– Correr pra onde, amada? Não faz a maluca, não&#8230; o que houve?</p>
<p><em>E Dona Perpétua tira uma chave com aspecto bastante antigo de dentro do sutiã. Entrega nas mãos de Pâmela e ao mesmo tempo, agonizante, sussurra nos ouvidos de Caio.</em></p>
<p><strong>Dona Perpétua</strong> –Pi&#8230;pi&#8230;</p>
<p><strong>Caio</strong> – Não tô entendendo&#8230; Pi-pi?</p>
<p><em>Benedito sai de dentro do apartamento 13 com olheiras fantasmagóricas e está visivelmente enfurecido.</em></p>
<p><strong>Dona Perpétua</strong> – Piano!</p>
<p><em>A vovó dá seu último suspiro e morre.</em></p>
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		<title>Capítulo 13</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 17:54:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipebarenco</dc:creator>
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		<category><![CDATA[13° andar]]></category>
		<category><![CDATA[Dona Perpétua]]></category>
		<category><![CDATA[Fantasma]]></category>

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		<description><![CDATA[Os moradores decidem subir ao 13° andar e encarar o fantasma.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Algumas horas depois da guerra de som na madrugada, Pâmela, Caio e Carmela estão reunidos na porta do apartamento de Benedito apavorados com os sons vindos do 13° andar.</em></p>
<p><strong>Carmela</strong> – Será que não é perigoso a Perpétua ficar lá em cima sozinha?</p>
<p><strong>Caio</strong> – Não tem perigo nenhum.</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – E se ela for atacada pelo fantasma?</p>
<p><strong>Caio</strong> – (TOCANDO A CAMPAINHA DE BENEDITO) Fantasmas NÃO existem.</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Como você sabe?</p>
<p>Caio &#8211; Eu sei. É óbvio. (ZOMBANDO) Se existem fantasmas, eu quero um sinal!</p>
<p><em>Um barulho sinistro e assustador.</em></p>
<p><strong>Pâmela</strong> – (APAVORADA) Ouviram?!</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Eu ouvi.</p>
<p><strong>Pâmela </strong>– E foi tão próximo.</p>
<p><em>Uma sombra terrível aparece atrás de Carmela.</em></p>
<p><strong>Carmela </strong>– Tão próximo que eu até senti um bafo aqui no meu pescoço agora&#8230; Cruzes!</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – (PARALISADA) Amada, não olha pra trás&#8230; Disfarça e vem andando miudinho.</p>
<p><strong>Carmela </strong>– Andando o quê?</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Eu vi um vulto passar atrás de você. (ESCONDENDO-SE ATRÁS DE CAIO) Faz alguma coisa, Caio!</p>
<p><strong>Caio</strong> – (COM MAIS MEDO QUE PÂMELA) Eu?</p>
<p><em>Carmela sente algo se aproximar.</em></p>
<p><strong>Carmela</strong> &#8211; (ENGOLINDO A SALIVA E CONTROLANDO O NERVOSO) – Ah, meu Deus do céu&#8230;. <em>Pai-Nosso que estás no céu santificado seja o vosso nome&#8230; Santo anjo do senhor, meu zeloso guardador&#8230;</em> (E UMA MÃO POUSA SOBRE O SEU OMBRO)</p>
<p><strong>Todos dão um berro!</strong></p>
<p><strong>Todos</strong> – Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!</p>
<p><strong>Manoel</strong> – (DEFENDENDO-SE COM UM COLAR DE ALHO) Sonoyo, sonoyo!</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Manel, que brincadeira tosca! Quase me mata do coração! Eu crente que podia ser um fantasma, um lobisomen, o pau grande!</p>
<p><strong>Caio</strong> &#8211; Pé grande, Pâmela. ¬¬</p>
<p><strong>Carmela</strong> – <em>Peloamordedeus!</em> Eu sou cardíaca! Fiquei com tanto medo que passou um filminho com os melhores momentos na minha cabeça.</p>
<p><strong>Manoel </strong>– Yo estava a ouvire uns sons esquisitos e vim pedir ajudaire a Benedito. Aproveité e trouxeri alho para todos ustedes se protegerem.</p>
<p><strong>Caio</strong> – ¬¬</p>
<p><em>Adão e Eva saem do elevador com lanternas.</em></p>
<p><strong>Adão</strong> – Reunião?</p>
<p><strong>Eva</strong> – Eu não aguento mais, o Benedito tem que fazer alguma coisa. (BATE NA PORTA DO SÍNDICO) Ele não atende?</p>
<p><strong>Caio</strong> – Deve estar dormindo.</p>
<p><strong>Eva</strong> &#8211; Esse homem dorme igual uma pedra!</p>
<p><em>Silêncio. Climão no ar.</em></p>
<p><strong>Adão </strong>– Acho que os barulhos acabaram.</p>
<p><strong>Carmela </strong>– Graças a Deus, que Ele é pai, num é padrasto.</p>
<p><em>Som da vitrola de Dona Perpétua no último furo. E as pancadas no décimo terceiro andar aumentam.</em></p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Será que a Dona Perpétua está em perigo e essa música é um sinal, uma maneira dela se comunicar dizendo “Perigo”, “Perigo”?</p>
<p><strong>Caio</strong> &#8211; ¬¬²</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Cara feia é fome, Caio.</p>
<p><strong>Caio</strong> – Eu não falei nada.</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Então vai lá em cima que eu quero ver.</p>
<p><strong>Caio</strong> – Vai você!</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Você não é o machão, o espertão, o sabidão? Sobe lá em cima.</p>
<p><strong>Caio</strong> – Ué&#8230; assim&#8230; claro que eu vou &#8220;subir lá em cima&#8221;. (TREMENDO NA BASE) Vâmo comigo, Adão?</p>
<p><strong>Eva</strong> – De jeito nenhum! Que eu não quero ficar sem marido.</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Mas sem filha você fica, né? Deixou a menina sozinha. Coitada da Úrsula.</p>
<p><strong>Eva</strong> – Escuta aqui, ô fulaninha&#8230;</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Êpa. Epa. Vâmo parar. Isso não é hora pra baixaria.</p>
<p><strong>Eva </strong>– Da Úrsula, cuido eu. E ela já é bem grandinha, quase uma adulta.</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Quantos anos ela tem?</p>
<p><strong>Eva</strong> – Sete. Tem criança com metade disso trabalhando já.</p>
<p><strong>Caio</strong> – Então vamos todos juntos lá em cima.</p>
<p><em>Os moradores se olham durante um longo tempo.</em></p>
<p><strong>Carmela</strong> – Eu acho justo.</p>
<p><em>Pâmela, Eva e Manoel de cara feia.</em></p>
<p><strong>Carmela</strong> – Mas assim também, o que vocês decidirem&#8230; por mim.</p>
<p><strong>Caio</strong> – Vamos juntos.</p>
<p><em>A luz do prédio cai e um berro vem do último andar.</em></p>
<p><strong>Todos</strong> – SOCORROOOOOOOOOOOO!</p>
<p>CONGELA E CONTINUA AMANHÃ</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Capítulo 12</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 10:40:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipebarenco</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Primeiro ato]]></category>
		<category><![CDATA[Barraco]]></category>
		<category><![CDATA[Caio Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>

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		<description><![CDATA[Caio Pinto muda-se para o prédio e guerra de som alto na madrugada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Na portaria, Caio Pinto assina o contrato de locação enquanto um carregador termina de subir com a mudança.</em></p>
<p><strong>Caio Pinto</strong> – Eu tô precisando de um lugar tranquilo pra estudar.</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Você está no paraíso.</p>
<p><strong>Eva</strong> (DESCE A ESCADA DE SERVIÇO PERSEGUINDO ADÃO COM UMA FACA) – Se tu olhar <em>praquela</em> piranha de novo, eu te mato, cachorro! (ENCARA CAIO) Esse prédio só tem puta e viado! (SAI)</p>
<p><strong>Caio Pinto</strong> – Tem certeza que eu não vou me arrepender?</p>
<p><strong>Benedito</strong> – De maneira alguma. (PAPÉIS SOBRE A MESA) Agora é só assinar aqui e aqui. Você é fotógrafo?</p>
<p><strong>Caio Pinto</strong> – Engenheiro. (ORGULHOSO) Universidade da Babilônia. Fotografia é um hobby. (APROVEITA O GANCHO) Falando nisso, o senhor ficou chateado com as fotos que tirei lá no décimo terceiro andar?</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Eu fiquei preocupado. O último andar ainda está em obras e é perigoso. (SINISTRO) Alguém pode se machucar.</p>
<p><em>Diante do olhar ameaçador do síndico, Caio Pinto dá boa tarde e sobe. É a sua primeira noite de insônia no prédio.</em></p>
<p><strong>Caio Pinto</strong> (CONTANDO CARNEIRINHOS) &#8211; Um carneiro, dois carneiros, três carneiros&#8230; opa, o carneiro achou um anel mágico. Vâmo carneiro, não emperra a fila.</p>
<p><em> É madrugada no 256 e uma coruja canta na janela de Carmela quebrando o silêncio absoluto dos demais apartamentos. </em></p>
<p><strong>Carmela</strong> – (LEVANTA DA CAMA, FECHA A JANELA) Eu vou enforcar essa coruja escrota!</p>
<p><em>Luz acesa no apartamento de Dona Perpétua. Silêncio. Luz apaga. Silêncio. Luz acende. Pausa. Luz apaga. Pausa. Luz acende de novo. Som alto no último volume.</em></p>
<p><strong>Som de Dona Perpétua</strong></p>
<blockquote><p>“Você não acreditou<br />
Você nem me olhou<br />
Disse que eu era muito nova pra você<br />
Mas agora que eu cresci<br />
Você quer me namorar&#8230;”</p></blockquote>
<p><strong>Pâmela</strong> (ACORDA SOBRESSALTADA E TAMBÉM VAI ATÉ A JANELA) – Desliga essa merda que eu quero dormir!</p>
<p><em>Luz apaga. Silêncio. Luz acende.</em></p>
<p><strong>Som de Dona Perpétua</strong></p>
<blockquote><p>“Meu mundo caiu&#8230;”</p></blockquote>
<p><strong>Pâmela </strong>– É guerra? (TAMBÉM LIGA O SOM NO ÚLTIMO FURO E VAI PRA VARANDA)</p>
<blockquote><p>“Se me vê agarrado com ela<br />
Separa que é briga tá ligado<br />
Ela quer um carinho gostoso<br />
Um bico, dois soco e três cruzado<br />
Tá com pena leva ela pra casa<br />
Porque nem de graça quero essa mulher&#8230;”</p></blockquote>
<p><strong>Manoel</strong> (DORME COM UMA MÁSCARA FACIAL. DÁ UM PULO DA CAMA) – Caralho! Quiero dormire! (SUA VOZ É ENGOLIDA PELAS MÚSICAS) O pior cego é aquele que no quiere ouvire!</p>
<p><em>Abajur aceso no apartamento de Adão e Eva.</em></p>
<p><strong>Eva </strong>– Mozinho, acorda&#8230;</p>
<p><strong>Adão</strong> – Vinha, sexo agora não, eu imploro.</p>
<p><strong>Eva</strong> – Você tá ouvindo essa música?</p>
<p><em>Luz acesa em todos os apartamentos.</em></p>
<p><strong>Carmela</strong> (NA VARANDA DE CAMISOLA) – Meus queridos, já não basta a porra dessa coruja cantando todo dia de madrugada na minha janela&#8230; Cacete, vamos colaborar com a tia?</p>
<p><em>Corte PARA</em></p>
<p><strong>Adão </strong>- Eu falei pra você não comer feijoada antes de dormir&#8230;</p>
<p><strong>Eva</strong> – Ah, agora eu tô ouvindo coisa! Tá me chamando de doida ou gorda? Eu sou tua mulher, eu não sou nenhuma casquinha de pipoca pra você tirar do teu dente, não! (LEVANTA PUTA)</p>
<p><strong>Adão </strong>- Eu vou interfonar pro Benedito.</p>
<p><em>Eva coloca o cd do padre galã que canta o rouxinol.</em></p>
<p><strong>Carmela</strong> – O fone de ouvido é dois reais na banca de jornal!</p>
<p><em>Caos sonoro. </em></p>
<p><strong>Pâmela</strong> – (BERRA) Eu vou na delegacia dar queixa e prestar um O.B!</p>
<p><em>Caio Pinto liga para a polícia.</em></p>
<p><strong>Manoel</strong> (LIGA A TV, RÁDIO E LIQUIDIFICAR AO MESMO TEMPO. E VOLTA A DORMIR) – Pronto, não estoy a ouvire mais nada.</p>
<p><em>“Edifício 256” multado pela Lei nº 126 de 10 de maio de 1977, a Lei do Silêncio.</em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Capítulo 11</title>
		<link>http://www.edificio256.com.br/capitulos/capitulo-11-2/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 09:00:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipebarenco</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Fantasma]]></category>
		<category><![CDATA[Hobitt]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>

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		<description><![CDATA[Caio Pinto, Dona Perpétua e Pâmela são pegos por Benedito no décimo terceiro andar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Leitores apaixonados, os corações de Caio e Pâmela dispararam com o primeiro olhar: mãos suando frio, a voz embargada e gaguejante, as pernas bambas. Aquela vontadezinha típica que dá, bem romântica, de vomitar de nervoso.</em></p>
<p><strong>Ambos</strong> (SUSPIRANDO) – Ahhhhh. (VOLTAM A SI)</p>
<p><em>Ele deixa a pasta cair no chão; ela a sacola de supermercado.</em></p>
<p><strong>Ambos</strong> (ATRAPALHADOS) – Ops!</p>
<p><strong>Pâmela</strong> (SEGURANDO UM GIBI DO SPYDER-MAN) – Esse é seu.</p>
<p><strong>Caio Pinto</strong> – Em inglês. Odeio tradução. (GROSSO) Cuidado pra não amassar!</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Você é o meu herói favorito. Quer dizer, ele&#8230; o Clark Kent&#8230;</p>
<p><strong>Caio Pinto</strong> – Clark Kent é o superman. ¬¬ (ENTREGA O PACOTE DE ABSORVENTES) – E esse é seu.</p>
<p><strong>Pâmela</strong> –  Tô indo no mercado trocar porque eu odeio essas abinhas, sabe como é.</p>
<p><strong>Caio Pinto</strong> – Sei.</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Sabe? (RI)</p>
<p><strong>Caio Pinto</strong> – (VERMELHO) Não! Quer dizer&#8230; não sei. Eu preciso ir.</p>
<p><span style="text-decoration: line-through;"><strong>Pâmela</strong> – Me dá o seu telefone?</span></p>
<p><span style="text-decoration: line-through;"><strong>Caio Pinto</strong> &#8211; Claro, meu amor.</span></p>
<p><em>Caio Pinto pega o elevador. Pâmela ainda fica um tempo parada suspirando com o destino que os esbarrou.</em></p>
<p><strong>Benedito e Carmela</strong> – Huuuuum!</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – É um amor impossível.</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Por quê?</p>
<p><em>Trilha melodramática.</em></p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Porque eu sou uma <em>hobbit</em>.</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Você é uma intocável?</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Não, eu sou uma tocável mesmo.</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Pâmela pertence à casta das prostitutas.</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – A família dele nunca iria me aceitar. (SAI DESOLADA)</p>
<p><em>Algumas horas depois, ainda na portaria.</em></p>
<p><strong>Benedito</strong> – Esquisito demais. Dona Perpétua não costuma receber visitas e até agora o rapaz ainda não desceu do apartamento dela. O que será que eles fazem lá em cima?</p>
<p><strong>Manoel</strong> – El nino no és neto dela, pá?</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Pelo que sei, Dona Perpétua não tem filhos.</p>
<p><strong>Manoel</strong> – Filhos no tiene, mas quien sabe los netos!</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Vou interfonar pra saber se está tudo bem.</p>
<p><strong>Pâmela</strong> (UM POÇO DE TRISTEZA) – Boa tarde&#8230; (COM UM EMBRULHO ENORME) O carteiro pediu para entregar. É para a Dona Perpétua.</p>
<p><strong>Benedito </strong>– (PARA MANOEL) Você fica aqui na portaria no meu lugar enquanto eu vou lá em cima saber se está tudo bem?</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Aquele rapaz já foi embora?</p>
<p><strong>Benedito</strong> &#8211; O Caio? Ainda não.</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Quer que eu vá lá em cima?</p>
<p><strong>Benedito</strong> &#8211; Não precisa, obrigado.</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Precisa, sim!</p>
<p><em>Corte PARA Pâmela em frente à porta do apartamento de Dona Perpétua, no décimo segundo andar.</em></p>
<p><strong>Pâmela</strong> (ENSAIANDO A MELHOR ABORDAGEM) – “Oi, Dona Perpétua. Vim saber se está tudo bem. E o Caio, já foi?”. Não, péssimo. Conversinha demais.  “Tudo bom? O Benedito ficou preocupado e pediu pra eu vir até aqui saber se a senhora <span style="text-decoration: line-through;">e o Caio</span> precisam de alguma coisa”. (BATE NA PORTA)</p>
<p><em>Ouve risadas vindas do 13º andar.</em></p>
<p><strong>Caio Pinto</strong> – Para, para, para. Cosquinha, não! Por favor!</p>
<p><em>Pâmela sobe o último lance de escadas até o décimo terceiro andar pé ante pé. Dá de cara com Caio Pinto e Dona Perpétua tirando fotos. Ao ver Pâmela, Caio esconde a câmera.</em></p>
<p><strong>Pâmela</strong> &#8211; O que vocês estão fazendo?!</p>
<p><em>Dona Perpétua também esconde a espingarda atrás de si.</em></p>
<p><strong>Pâmela</strong> &#8211; Não tem medo de ficar aqui sozinhos? (COCHICHA) Esse andar é mal-assombrado.</p>
<p><strong>Caio Pinto</strong> – Eu não acredito em fantasmas. (GUARDANDO A CÂMERA)</p>
<p><strong>Pâmela </strong>- Que câmera velha!</p>
<p><strong>Caio Pinto</strong> &#8211; ¬¬ É uma Olympus Trip 35. (RESPIRA FUNDO) É uma raridade.</p>
<p><strong>Pâmela</strong> &#8211; E essa raridade ainda tira foto? Vai, tira uma foto minha com a Dona Perpétua. Vem cá, amada! (AS DUAS SE ABRAÇAM E DONA PERPÉTUA EMPUNHA A ARMA)</p>
<p><strong>Caio Pinto</strong> – Só uma foto porque depois tenho muito trabalho pra revelar.</p>
<p><em>Um som estranho.</em></p>
<p><strong>Pâmela</strong> &#8211; Ouviram isso?</p>
<p><strong>Caio Pinto</strong> – Isso o quê?</p>
<p><strong>Pâmela</strong> &#8211; Barulho de passos.</p>
<p><strong>Caio Pinto</strong> – É coisa da sua cabeça.</p>
<p><strong>Pâmela</strong> &#8211; Não é, não.</p>
<p><em>Ouvem sons de correntes arrastando dentro do apartamento 13.</em></p>
<p><strong>Pâmela</strong> &#8211; Ouviu?</p>
<p><strong>Caio Pinto</strong> – Não. (PÁLIDO)</p>
<p><em>Os três encostam os ouvidos na porta.</em></p>
<p><strong>Pâmela</strong> &#8211; Nada?</p>
<p><strong>Caio Pinto</strong> – Agora eu ouvi.</p>
<p><em>Benedito surge furioso.</em></p>
<p><strong>Benedito</strong> – Quantas vezes eu já disse que não quero ninguém no 13º andar? (T) Caio Pinto, por favor, me acompanhe.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Capítulo 10</title>
		<link>http://www.edificio256.com.br/capitulos/capitulo-10-2/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 10:25:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipebarenco</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Caio Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[Quiromancia]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>

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		<description><![CDATA[Carmela tenta alugar um apartamento enquanto Caio Pinto vai ao prédio procurando Dona Perpétua. O nerd conhece Pâmela por acaso e os dois se apaixonam à primeira vista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Bem cedo na portaria.</em></p>
<p><strong>Carmela</strong> &#8211; Dá licença&#8230;</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Como você tem coragem de aparecer aqui depois de tudo?</p>
<p><strong>Carmela</strong> &#8211; Calma, calma. Eu vim em missão de paz. Não vá chutar cachorro morto!</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Eu vou chamar a polícia!</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Só queria agradecer pelo senhor não ter feito a queixa ontem.</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Está agradecida.</p>
<p><em>Carmela faz que vai sair, mas volta. Fica algum tempo encarando Benedito.</em></p>
<p><strong>Benedito</strong> – O que foi?</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Será que o senhor não me aluga um apartamento aqui, não?</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Tá brincando!</p>
<p><strong>Carmela</strong> – É sério. Eu quero recomeçar do zero. Todo mundo merece uma segunda chance.</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Eu não dou segunda chance para gente maluca.</p>
<p><em>Carmela entrega um cartão amassado.</em></p>
<p><strong>Benedito</strong> (LENDO) – “Mãe Carmela, cravo e canela. Estrago a pessoa amada em 7 dias e mando levar em casa&#8230;”</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Perdão, meu cartão de trabalho. (ENTREGA OUTRO CARTÃO. O SÍNDICO LÊ)</p>
<p><strong>Benedito</strong> – (SUSTO) Você é parente do general?!</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Filha.</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Filha do Ernesto?</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Dele mesmo. Meu pai era um dos sócios desse prédio. Morreu tadinho.</p>
<p><em>Caio Pinto entra na portaria.</em></p>
<p><strong>Caio Pinto</strong> – Bom dia.</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Deseja alguma ajuda?</p>
<p><strong>Caio Pinto</strong> (UM POUCO ATRAPALHADO COM OS PAPÉIS QUE TRAZ NA PASTA) – Estou procurando Dona Perpétua do&#8230; (FALANDO SOZINHO) Qual andar mesmo&#8230;</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Décimo segundo. Vou interfonar. Seu nome?</p>
<p><strong>Caio Pinto</strong> – Caio.</p>
<p><strong>Carmela</strong> (ENCANTADA COM O RAPAZ) – Eu nunca vi uma aura tão linda!</p>
<p><strong>Caio Pinto</strong> &#8211; ¬¬</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Posso ver sua mão?</p>
<p><strong>Caio Pinto</strong> – Eu não acredito nessas coisas.</p>
<p><strong>Carmela</strong> – E acredita em quê? Vampiros?</p>
<p><strong>Caio Pinto</strong> &#8211; ¬¬*</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Chama e ninguém atende. Ou ela está dormindo, ou o interfone está quebrado.</p>
<p><strong>Carmela</strong> (PEGA A MÃO DE CAIO) – Deixa de ser bobo! (ANALISANDO AS LINHAS DA MÃO DELE) Hum&#8230; Sabia que o tamanho do dedo médio corresponde ao tamanho do&#8230; Brincadeira. (SÉRIA) Olha, vejo aqui algo muito grave.</p>
<p><strong>Caio Pinto</strong> – Eu fui adotado?</p>
<p><strong>Carmela</strong> &#8211; Você peidou. Sua mão está amarela. (SOLTA UMA GARGALHADA E VOLTA A SI) Estou zombando de você.</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Pode subir menino. Dona Perpétua não atende.</p>
<p><em>Caio Pinto aguarda o elevador.</em></p>
<p><strong>Carmela</strong> – (PARA CAIO, MISTERIOSA) A linha do amor na sua mão é muito longa.</p>
<p><strong>Caio Pinto</strong> – Sei.</p>
<p><strong>Carmela </strong>– O grande amor da sua vida está mais próximo do que você imagina.</p>
<p><strong>Caio Pinto</strong> – Arram.</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Muito próximo.</p>
<p><em>O elevador abre.</em></p>
<p><strong>Carmela</strong> – Tá próximo até demais. Que esquisito!</p>
<p><em>Pâmela sai do elevador e esbarra com Caio Pinto.</em></p>
<p><strong>Pâmela</strong> &#8211; Ops, desculp..(CORTE)</p>
<p><em>É amor à primeira vista.</em></p>
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		<title>Capítulo 9</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Aug 2010 07:22:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipebarenco</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Carmela]]></category>
		<category><![CDATA[Dona Perpétua]]></category>
		<category><![CDATA[MST]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>

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		<description><![CDATA[O MST tenta invadir o prédio, mas Dona Perpétua espanta todo mundo dando tiros para o alto. Carmela é levada pela polícia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>No último capítulo, depois de Manoel pedir a uma estrela cadente que trouxesse de Portugal sua esposa Jocasta, aparece no prédio Carmela e uma multidão de famílias do MST.</em></p>
<p><em>Adão, Eva e Pâmela descem até a portaria.</em></p>
<p><strong>Adão</strong> – O que tá havendo?</p>
<p><strong>Manoel</strong> – Una família de gnoimores&#8230;</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Não é nada disso, Manoel!</p>
<p><strong>Pâmela</strong> (PEGA UMA CRIANÇA MELEQUENTA) – Esse gnomo tá meio sujinho, hein! (LENDO AS SIGLAS DA CAMISA) M-S-T.</p>
<p><strong>Benedito</strong> – (PARA CARMELA) A senhora é do MST?!</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Desde ontem. Meu pai morreu e entrei pro grupo.</p>
<p><strong>Benedito </strong>– Dona Carmela, nós não temos condições de abrigar tantas famílias assim no prédio.</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Mas o povo tá ferido com a queda do avião!</p>
<p><strong>Benedito </strong>– Aqui não é hospital.</p>
<p><strong>Eva</strong> &#8211; Essa gente toda tava dentro de um avião só? Por isso caiu! Bem-feito!</p>
<p><em>A multidão inquieta.</em></p>
<p><strong>Carmela</strong> (AOS COMPANHEIROS DO MOVIMENTO) – Acalmem-se, companheiros! Nós vamos resolver essa situação. O pior já passou!</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Eu posso levar uns dez lá pra casa. Agora, só maior de idade, que eu não quero ser processada. (DÁ UM BEIJINHO NA TESTA DE OUTRA CRIANÇA) Eles são meio carentes, né?</p>
<p><strong>Eva </strong>– Que horror!</p>
<p><strong>Carmela</strong> – O senhor vai ter coragem de deixar esse monte de gente desabrigada?</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Esse problema é do governo, não é meu.</p>
<p><em>A multidão revoltada vaia Benedito empunhando foices, pás e facões.</em></p>
<p><strong>Adão</strong> – Vinha, entra que eu tô achando que o negócio vai esquentar.</p>
<p><strong>Companheiro </strong>– Vâmo<em> invadi</em>! Oba! Vâmo <em>invandi</em>!</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Isso aqui não é fazendo não, ô meu filho!</p>
<p><strong>Companheiro</strong> – É sim, vaca!</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Óh! (EVA CURTE O XINGAMENTO)</p>
<p><strong>Companheiro</strong> – (AGORA REFERINDO-SE A EVA) Uma vaca e a galinha do lado!</p>
<p><strong>Eva</strong> – Opa!</p>
<p><strong>Adão</strong> – (PARTINDO PRA CIMA) Olha como tu fala com a minha mulher!</p>
<p><em>O clima esquenta.</em></p>
<p><strong>Manoel </strong>– Vou a ligaire 190 pra polícia. Alguém tem o número?</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Acho que é 109&#8230; Não, não&#8230; é 0800&#8230; Não, é&#8230;</p>
<p><strong>Eva</strong> – … é inacreditável. (PEGA O CELULAR) Já tô ligando!</p>
<p><strong>Companheiro 2</strong> – Vâmo derrubar tudo!</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Companheiros, vamos resolver a questão de maneira pacífica! Nada de violência. No máximo pode mandar tomar no cu.</p>
<p><strong>Pâmela</strong> – Pra invadir vocês terão que passar por cima do cadáver&#8230;. do Benedito! (ESCONDE-SE ATRÁS DELE) Porque eu sou menina.</p>
<p><strong>Companheiro 4</strong> – É um!</p>
<p><strong>Companheiro 2</strong> – É dois!</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Calma, gente!</p>
<p><strong>Companheiro 1</strong> – É três!</p>
<p><strong>Companheiro 4</strong> – Já!</p>
<p><em>A multidão se agita. Dona Perpétua, armada até os dentes com o arsenal de guerra de seu falecido marido, aparece na portaria e atira uma granada.</em></p>
<p><strong>Companheiro 2</strong> – A velha tá armada!</p>
<p><em>Em poucos segundos a muvuca se desfaz com o corre-corre. Carmela tenta fugir, mas é cercada pela polícia, que na ficção chega rápido.</em></p>
<p><strong>Policial</strong> – Mão na cabeça, mão na cabeça!</p>
<p><strong>Carmela </strong>– Não atira, moço! Pelo-amor-de-Deus!</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Essa daí é a líder.</p>
<p><strong>Carmela</strong> – É mentira, eu só queria ajudar. Eu não fiz nada. Ninguém pode provar!</p>
<p><strong>Policial</strong> – Mas se tá correndo, é porque tá devendo. Passa essa tua bolsa pra cá! Quero ver o que a senhora tá escondendo aí.</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Só tenho incenso!</p>
<p><strong>PoliciaL 1 </strong>(FALA COM OUTRO POLICIAL) – Ô meu chapa, dá uma averiguada nesse material fedorento.</p>
<p><strong>Carmela </strong>– Eu trabalho! Sou honesta. Vendo incensos de cravo e canela.</p>
<p><strong>Policial 2</strong> – Conheço o tipinho, é traficante.</p>
<p><strong>PoliciaL 1</strong>  – Contrabandista de drogas pesadas. Pega em flagrante!</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Um pouco antes ela confessou que vê gnomos.</p>
<p><strong>Policial</strong> (REVISTANDO) – Tu tem cara de maconheira. Deixa eu ver se teu olho tá vermelho, cigana.</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Eu não sou cigana!</p>
<p><strong>Policial</strong> – Maconheira tu é!</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Também não.</p>
<p><strong>Policial </strong>– Gaguejou. Tu vai passar essa noite com a gente. Tu não queria abrigo? (PARA BENEDITO) O senhor precisa nos acompanhar.</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Eu não vou prestar queixa, não. Deixa pra lá. Felizmente todos estão bem.</p>
<p><em>Os policiais vão embora e levam Carmela.</em></p>
<p><strong>Pâmela </strong>– Como diria a Paty Beijo: “No final tudo acaba bem. Se não está bem, é porque ainda não chegou no final”. Ué gente, falando em final feliz, cadê o Manel?</p>
<p><em>Corte cinematográfico para quilômetros de distância dali. Manoel, cansado, para de correr com uma criança catarrenta no colo.</em></p>
<p><strong>Manoel</strong> – (SUANDO) Pá, será que estamos a nos perdeire?</p>
<p><em>A criança chora querendo a mãe.</em></p>
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		<title>Capítulo 8</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 11:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipebarenco</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Primeiro ato]]></category>
		<category><![CDATA[Avião]]></category>
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		<category><![CDATA[Gnomos]]></category>
		<category><![CDATA[MST]]></category>

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		<description><![CDATA[Carmela chega ao prédio com o MST.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Noite. Da janela do apartamento de Manoel. </em></p>
<p><strong>Manoel</strong> – Diga-me cá una coisa, senhoire Benedito. Cuesto fantasma&#8230;</p>
<p><strong>Benedito</strong> (GROSSEIRO) – É lenda, não existe.</p>
<p><strong>Manoel</strong> – Estou a ouvire toda noite uns barulhos esquisitos, unos passos, unos vultos!</p>
<p><strong>Benedito</strong> (MUDANDO DE ASSUNTO) – E sua esposa, Jocasta, quando chega?</p>
<p><strong>Manoel</strong> – Ora pois, estoy a contaire os dias, pá! Mas Joquinha no responde mais las minhas cartas, já estou a ficarei preocupado.</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Reze! Peça a Deus que Ele atende as preces.</p>
<p><strong>Manoel</strong> – Yo estou a rezaire toda noite, mas&#8230;</p>
<p><strong>Benedito</strong> – &#8230; não tem fé! Quem não tem fé, ouve e vê fantasma.</p>
<p><em>Uma pausa de reflexão e Manoel reza. Um clarão.</em></p>
<p><strong>Manoel </strong>(ASSUSTADO) – Viste????</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Isso é coisa da sua cabeça, amigo.</p>
<p><strong>Manoel </strong>– Una luz! Um clarão! Será una estrela cadiente?</p>
<p><strong>Benedito</strong> (CÉTICO) – Foi um vaga-lume.</p>
<p><strong>Manoel</strong> – Voy fazeire uno pedido! “Estrelinha, estrelinha, traga de volta qui a minha Joquinha”! (SILÊNCIO)</p>
<p><em>Uma mulher esbaforida vem correndo em direção ao prédio com fumaça saindo pelos cabelos.</em></p>
<p><strong>Mulher</strong> – Socorro! Socorro! Socorro!</p>
<p><strong>Manoel </strong>– Joquinha?</p>
<p><em>Durante um instante mágico, até Benedito pensou que o pedido de Manoel havia sido atendido. Embora o autor acredite em estrelas cadentes, a mulher desta vez não era Jocasta, mas Carmela.</em></p>
<p><strong>Carmela</strong> – Por favor, me ajudem! Acudam! Pelo amor de Deus!</p>
<p><strong>Benedito</strong> – O que aconteceu?</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Tem misericórdia! Uma tragédia! O avião que eu tava caiu!</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Tem alguém ferido?</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Hein?!</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Perguntei se alguém se machucou!</p>
<p><strong>Carmela</strong> – O senhor não pode descer aqui embaixo não, moço? Minha goela tá seca de ficar berrando!</p>
<p><strong>Manoel</strong> – Vou a levaire uno copo de água com açucaire pra usted!</p>
<p><em>Benedito e Manoel descem até a portaria.</em></p>
<p><strong>Carmela </strong>– Olha moço, eu nem sei como explicar. Foi a mão de Deus pegando o avião e colocando em cima da árvore.</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Foi um susto. Vai passar. Passou!</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Não fosse a ajuda dos gnomos&#8230; (BEBE ÁGUA)</p>
<p><strong>Manoel</strong> (APAVORADO) – Gnoimores?</p>
<p><strong>Carmela </strong>– Exato. Uma família de gnomos que morava justamente naquela árvore ajudou no resgate. Não é um milagre?</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Eu acho um pouco macabro, pra ser sincero.</p>
<p><strong>Carmela</strong> – E foi Deus quem colocou vocês dois no meu caminho. Tô morta de fome!</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Já ajudei a senhora no que podia.</p>
<p><strong>Carmela </strong>– Eu preciso de abrigo moço, só por essa noite. E pros meus amigos também.</p>
<p><strong>Benedito</strong> (CONTRARIADO) – Vocês são quantos?</p>
<p><strong>Carmela</strong> – Eu e mais seis&#8230;</p>
<p><strong>Benedito</strong> – Ah, que bom.</p>
<p><strong>Carmela</strong> &#8211; &#8230;seiSSENTOS e trinta e três.</p>
<p><strong>Benedito</strong> – O quê???</p>
<p><em>Só então o síndico avista a multidão de famílias atrás de Carmela.</em></p>
<p><strong>Carmela</strong> – Sem contar com as crianças! (SEGURA UM MENINO CATARRENTO PELO BRAÇO) Dá a mão pra tia aqui, peste!</p>
<p>CONGELA E CONTINUA AMANHÃ &gt;</p>
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